| Descrição |
Quem desce até ao rio Douro a partir da Estrada Nacional que passa por esta freguesia dificilmente deixará de reparar na Quinta da Ermida, não só pela sua favorável exposição visual mas também pelas características de que se reveste o conjunto edificado e verde.
Localizada mesmo na margem direita do rio Douro com vistas directas sobre o mesmo, a Quinta da Ermida é, também, limitada pelo ribeiro do Zêzere a poente e pelo rio Teixeira a Norte. Para além da proximidade a estes cursos de água são representativas as vinhas e os jardins. O espaço emana um ambiente romântico com um gosto muito visível pelas plantas exóticas. Aliás, o Conselheiro António Camilo de Almeida Carvalho, construtor da casa no séc. XIX, era um grande amador de flores e de arbustos e árvores autóctones e exóticas o que se verifica ainda hoje pela colecção variada existente no local.
No portão da quinta encontramos uma inscrição com data de 1831 e o próprio edifício revela uma arquitectura civil do século XIX associando à extremidade nascente uma capela de invocação a Santo António. As primeiras referências à Quinta da Ermida datam do século XVIII, pois pensa-se que antes desta casa existiu uma outra, Ermida do Zêzere, e da qual já não se encontram vestígios. O proprietário actual da Quinta é o Sr. António Pinto que a comprou, recuperou e a mantém em bom estado de conservação.
A entrada para a casa é precedida de um largo pavimentado a laje e calçada irregular de granito, pontuada por algumas árvores de onde se destaca uma imponente Magnolia grandiflora (magnólia-de-flores-grandes). É num patamar ligeiramente inferior e imediatamente a seguir à casa que se concentram os valiosos espécimes ornamentais, entre os quais, os ligustros, os bambus, as palmeiras de diversas espécies e das quais se distingue uma Phoenix reclinata (tamareira do Senegal), as camélias, os cedros-do-Buçaco, e como não poderia deixar de ser alguma vegetação ripícola interessante. Ainda neste patamar evidencia-se um lago oval. Na quinta também podemos encontrar cascatas, trilhos e outros charcos criados mais recentemente que acentuam o carácter romântico do espaço. Os patamares seguintes abrem numa espécie de varandas e esplanadas para o Rio Douro.
[SC, 10/2007]
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