| Descrição |
A localização do mosteiro estimulou o desenvolvimento da população de Refojos sendo hoje um elemento central do núcleo urbano da vila de Cabeceiras de Basto. “Ao Sul da ampla praça avulta o antigo Mosteiro de Refojos (mon. nac), conjunto arquitectónico de relativa grandeza, flanqueado, do lado do Poente, por um volumoso templo barroco, obra dos fins do séc. XVII. (…) O primitivo convento, como se disse, julga-se ter sido aqui radicado na alta Idade Média. Alguns cronistas da Ordem fazem remontar a sua fundação ao período de evangelização de S. Martinho de Dume. Tanto o edifício monacal como a igreja seriam decerto impressivos pela modéstia. No trânsito do séc. XVII para o séc. XVIII, o mosteiro, como tanto outro, da mesma ordem beneditina, foi apeado e reconstruído, com outro espírito e outro piano, seguindo os ditames que lhe eram enviados de Tibães, a casa mãe da Ordem (vd. p. 851). Em 1834 (data em que foi extinto), o mosteiro contava ainda um abade, um prior e doze monges. Muitos dos seus valores sumiram-se durante a longa quadra de abandono que se seguiu a extinção. Para coroar essa perda, sobreveio um incêndio que (como em S. Marcos, em Arouca, em Tibães, em Paço de Sousa, em Sta Marinha da Costa, em Sta Maria de Bouro), destruiu quase inteiramente o edifício conventual, consumindo o que restava: tectos de masseira, silhares de azulejos, móveis, quadros, obras de talha, relíquias do arquivo e da livraria.” GP1
“Da antiga cerca dos frades ainda restam alguns recantos aprazíveis.” (…) O claustro, recentemente reconstruído, é amplo mas singelo. Cada galeria conta nove tramos. Os arcos assentam em colunas toscanas.” GP1 Este claustro referido no Guia de Portugal era, presumivelmente, de um claustro dividido em quadrantes ornados com vegetação e uma fonte central. Actualmente, o claustro é formado por um terreiro arborizado maioritariamente com Cupressus sempervirens e uma fonte ao centro.
A varanda lateral do mosteiro dá para um novo espaço, o Jardim dos Arcebispos, recentemente criado. É um espaço de desenho formal de buxos e roseiras. Apresenta alguns elementos de pedra que provavelmente faziam parte da cerca, tais como colunas, pias, bancos e outros elementos. Parte do lageado de granito ainda parece ser original do mosteiro embora adaptado ao desenho e utilização actual. A ribeira do Mosteiro atravessa a cerca através de um canal parcialmente coberto com uma pérgola e é marginal ao Jardim dos Arcebispos.
A parte mais a Norte do mosteiro está hoje ocupada pelo Colégio de S. Miguel de Refojos, enquanto que, a outra parte é ocupada pelos serviços da Câmara Municipal. A igreja mantém o uso eclesiástico.
O convento de Refojos está classificado como imóvel de interesse público.
[SC, 07/2007]
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